Sunday, March 12, 2006

QUEM FOI A FIGURA MAIS HUMANA DO SÉCULO XX PARA VOCÊ?

É obvio que só Deus sabe quem foi...pois, só se é, de fato, para Ele. Daí a minha questão ser para você. Portanto, gostaria que você respondesse sem preconceito algum...pelo menos...gostria que você tentasse.Quando se trata de responder a uma pergunta como esta, a mente não foge nunca de olhar a História, e as figuras que aparentemente mais a impactaram.

No mundo “evangélico” a resposta “clichê” afirmaria que essa figura foi Billy Graham, pelo impacto e pelo alcance das coisas que fez.
Para cristãos mais “liberais” certamente o título iria para alguém como Mártir Luther King Junior.Para os de índole mais mística e simples, em havendo cultura do que aconteceu em outras partes do mundo, provavelmente Sadú Sundar Sing e Madre Teresa de Calcutá seriam fortes candidatos.
Se a pergunta fosse feita nas ruas do Brasil, sem levar em consideração credos, mas respeito e admiração, Don Helder Câmara, Chico Xavier, Don Paulo Evaristo Arns, e Don Luciano Mendes seriam fortes concorrentes, com a provável vitória de Chico Xavier.
De minha parte, apesar de ter conhecido cristãos maravilhosos—a maior parte deles completamente desconhecidos; não podendo eu deixar de fora dessa lista o cristão que mais admiro, que, por acaso é também meu pai—, não consigo sentir nenhuma das grandes figuras públicas do cristianismo como sendo as de alma mais cristã.
E olhe que já fiz muita força contra a minha própria percepção, por achar que o meu sentir não poderia ser tão estranho quanto é; afinal, nenhum dos cristãos me impactaram tanto assim... exceto Sadú Sundar Sing, por quem me apaixonei assim que cri em Jesus. Dos mencionados acima não conheci pessoalmente Luther King (conheci gente que trabalhou com ele), Sundar Sing (conheci um homem que o conheceu), Madre Teresa (tenho amigos que conviveram com ela, ou com ela tiveram longas conversas) e Chico Xavier, o candidato da bondade popular...(conheci a muitos que freqüentaram a casa dele).Os demais a todos conheci pessoalmente, e tive grande prazer em conhecê-los. No entanto, à medida em que o tempo passou, aquele que era meu “herói infantil” (uma espécie de Tarzan), Billy Graham, deixou de sê-lo; passando eu a reconhecer muitos méritos em seus esforços, mas perdi o encanto...em razão do modo tão político e preocupado com a própria imagem como ele viveu toda a vida, até agora. Um “profeta com honra” não é profeta, é um bom político!
Os demais...bem...todos são extraordinários...até Chico Xavier...a despeito de seu “engano doutrinário”. Que pena!
Todavia, o que me causa estranheza há duas décadas é que, entre as figuras públicas, Mahatma Gandhi, que não era “cristão”, foi o ser humano que mais me desafiou a ser cristão, e a pessoa que mais me impactou no século que passou. Suas obras falam não de uma doutrina, mas de uma fé!
“Em Cristo eu creio, senhores; o que não creio é no vosso cristianismo”—disse ele de modo lapidar.Perguntado onde ele achara a sua práxis e como a desenvolvera, ele respondeu: “Está tudo no Sermão do Monte. Foi de lá que tirei a minha práxis”.

Lembrei-me disso agora porque estava vendo um belo documentário sobre algumas festas indianas...festas de estética litúrgica belíssimas!

Impossível não ouvir o eco das palavras do Senhor:“Em verdade vos digo que muitos virão do norte e do sul, do oriente e do ocidente, e tomarão lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó; mas os filhos do reino ficarão de fora”.
Ninguém é cristão porque tem um pacote de doutrinas corretas, mas porque vive de modo misericordioso e cheio de graça, com a tenacidade dos que viram o que tem real valor, e que não está disponível aos sentidos.
Tiago diria a quem discorda de mim:“Mostra-me a tua fé sem as obras; e eu, com minhas obras, ti mostrarei a minha fé”.Caio"

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